Médicos e representantes: usar ou não o Ipad, eis a questão.
“Não há nenhuma dúvida de que a indústria farmacêutica está fascinada pelo iPad, especialmente os representantes de vendas”, afirma o artigo publicado no site Med Ad News, especializado na classe médica. Por esta razão, não foi surpresa alguma observar os resultados de uma pesquisa apresentada pelo vice-presidente da InTouch Solutions Inc., realizada pelo Harrison Group, onde médicos afirmam de que maneira preferem receber informações sobre produtos. A partir daí, descobriu-se que:
- Mais de um terço já recebeu um representante portando informações em um iPad;
- Dentre aqueles que haviam recebido um representante portando um iPad, 68% reportaram estar extremamente satisfeitos com o formato utilizado;
- 8 em cada 10 classificaram o e-detailing (iPad, iPhone, iTouch, Tablet, etc.) como equivalente ou melhor do que os formatos anteriores, como por exemplo o papel;
- Um número significativo de médicos que possuíam 20 anos, ou menos, de prática na carreira, declaram que o uso do e-detailing é melhor do que os formatos anteriores de visual-aids impressos em papel;
- Por outro lado, o oposto também é afirmado por médicos, com menos de 20 anos de prática, que sentem-se mais confortáveis com o uso de visual-aids impressos em papel;
Então a resposta é sim, os iPads são bem aceitos pela maioria dos médicos, porém ainda existe a necessidade de um ser humano estar realizando a visita presencial. O site Med Ad News aponta que os médicos estão em uma busca constante da combinação perfeita entre o digital e o detailing presencial.
Uma pesquisa realizada com 5.490 médicos, feita em 2011 pela Digital MD Marketing Research apontou que:
- 64% dos médicos possuem um smartphone;
- 27% dos participantes e especialistas possuem uma Tablet (como o iPad) – 5 vezes mais do que a população em geral;
- Compras e pesquisas realizadas por plataformas digitais cresceram significativamente em 2010, já o e-detailing cresceu um pouco menos;
- Aplicativos de referência, como o Epocrates e o WebMD, são os mais famosos entre a classe médica, enquanto que os aplicativos de fabricantes da indústria farmacêutica, ainda recebem pouco uso;
Além disso, outro ponto positivo foi apontado: 61% dos médicos que atuam em prontos-socorros e 50% dos especialistas, ainda mantêm as portas abertas para a visita de representantes.
Em resposta à pergunta inicial, usar ou não o iPad, a resposta é sim. Contanto que o médico seja jovem e que haja um representante bem preparado para criar uma conversa engajada e interessante.


