Aplicativo ou site? Qual a melhor opção para a sua marca? Conhecendo bem as duas tecnologias é possível utilizar o melhor de cada uma.
DIFERENÇAS ESSENCIAIS
Muitas marcas ainda quebram a cabeça na hora de definir se devem investir em um site mobile ou em um aplicativo superpoderoso para estreitar o relacionamento com clientes e potenciais consumidores. Infelizmente a resposta não é tão simples e – inevitavelmente – recai em outras perguntas relacionadas ao perfil e aos objetivos da marca. De forma geral, conhecendo cada uma das alternativas, é possível criar ações que utilizem o que cada um tem de melhor.
Para começar, sites mobile são gratuitos e podem ser acessados via browsers de todos os smartphones. Já os aplicativos, nem sempre gratuitos, são desenvolvidos especificamente para um ou para outro sistema operacional de smartphone (iOs iPhone, Android, Blackberry OS ou Windows Phone OS) e devem ser baixados ou instalados no aparelho.
Outra diferença notável é que os aplicativos podem ser utilizados mesmo quando o aparelho não está conectado a alguma rede, isso ocorre porque eles trazem, parcial ou totalmente conteúdos embarcados. Uma vez baixado e instalado, seu aplicativo é capaz de rodar funcionalidades sem necessitar de uma conexão 3G ou Wi-fi.
Sites mobile não. Eles dependem de uma conexão ativa porque, na maioria das vezes, são adaptações de sites web às necessidades da portabilidade. Tamanho, peso e velocidade de carregamento – tudo isso conta, uma vez que 100% do conteúdo está online.
Outro fato interessante é que os aplicativos podem utilizar funcionalidades do hardware, como o processador, o acelerômetro (do iPhone) ou o GPS. Por outro lado, sites mobile têm acesso limitado a essas funcionalidades. E mais – aplicativos permitem o envio de notificações aos usuários mesmo quando não estão ativos. Já os sites mobile não possuem sistema de notificação desse tipo.
Por estas razões, os aplicativos acabam tendo acesso a mais funcionalidades do hardware e são muito mais rápidos, trazendo ao usuário final uma experiência muito mais agradável.
CADA UM NO SEU QUADRADO
Se as duas têm seus pontos positivos e negativos, para optar entre uma e outra é preciso ter bom senso. É necessário planejar as ações e se perguntar quando uma ou outra tecnologia deve ser usada e com que objetivo.
Enquanto os sites mobile são mais aconselháveis para marcas que queiram disponibilizar funcionalidades de compras e variedade de conteúdo, aplicativos são melhores para jogos e utilitários, fornecendo experiências mais ricas e específicas em torno do equity da marca. Aplicativos podem ser uma boa opção para atingir nichos, desde que o planejamento da empresa apure se o que está sendo desenvolvido alcançará e será relevante para o cliente.
Detalhe: um não exclui o outro. Tanto aplicativos quanto sites mobile são canais de comunicação com o consumidor. O site mobile tem como essência se comunicar com o maior número de pessoas, mas com um conteúdo um pouco mais superficial. Sua função é abastecer o visitante imediato, com informações básicas, porém necessárias.
Já o aplicativo, geralmente alcança um número menor de pessoas, mas com capacidade de construir um relacionamento mais profundo e duradouro a partir de atualizações de serviços e ferramentas que são oferecidas para o usuário.
Aplicativos são mais recomendados para estratégias de comunicação de longo prazo, pois trata-se de uma ferramenta contínua que vai precisar de atualizações constantes para dar sequência ao relacionamento com o consumidor. É preciso ressaltar também que nem toda a marca tem algo relevante para oferecer, que justifique o desenvolvimento de um aplicativo.
DE OLHO NOS APPS
Falando especificamente dos aplicativos, alguns dos mais populares, segundo os especialistas, são os games, redes sociais, entretenimento e serviços.
A dica é investir em apps que ofereçam algum tipo de utilidade ou entretenimento para os usuários. Um aplicativo bem sucedido é aquele que consegue estabelecer um vínculo com as ações comuns do dia a dia do usuário. Quanto mais relevante for o app para a sua rotina, mais vezes ele estará em contato com sua marca.
Para obter relevância, é preciso ter foco. Aplicativos que querem abraçar o mundo com diversas
funcionalidades acabam confundindo o usuário e são deixados de lado com rapidez. Para isso, vale o exercício de brand utility: pergunte-se “Por que estou criando isso?” ou “Qual o benefício para o meu público alvo?”
O desafio está justamente em integrar o aplicativo como mais uma forma de presença digital da marca, unindo ferramentas e conteúdos de acordo com os valores da comunicação.
POR DENTRO DOS SITES MOBILE
Para marcas que queiram investir em sites mobile, a dica é começar sabendo que a ideia do mobile é disponibilizar de maneira mais acessível, na pequena tela dos celulares, informações e conteúdo da empresa ou marca.
Por serem carregadas diretamente pelo browser, elas têm um alcance e compatibilidade muito maiores para usuários de diversos tipos de celular, não necessitando de downloads nem atualizações para que a versão mais recente apareça para o usuário. Eles também são úteis em situações em que a pessoa precisa de uma informação ou resposta imediata – como encontrar o endereço ou a programação de um evento quando você está no trânsito.
Celulares têm telas menores e consequentemente áreas de interação menores, o que aumenta a necessidade de otimizar a informação que chega ao consumidor. De acordo com um especialista, se a marca tem um site, não faz sentido não ter uma versão mobile com seu conteúdo resumido, ou, pelo menos, informações mais procuradas sobre sua marca, produto ou serviço.
Sites mobile também necessitam ser mais leves, pois seu uso depende necessariamente de uma conexão à web e, salvo em ambientes onde há redes wi-fi, a qualidade do tráfego de dados em redes 3G é bastante sofrível em muitas regiões.
O MELHOR DE CADA UM
Sites mobile devem ser simples e leves. Como dependem da conexão dos smartphones à internet, elas devem trazer informações relevantes e objetivas.
Aplicativos devem usar e abusar dos recursos dos aparelhos para oferecer uma excelente experiência aos consumidores. Como eles rodam em ambiente off-line, não há muitas restrições.
Uma tecnologia não exclui a outra. As marcas devem investir simultaneamente em sites mobile e em apps – desde que planejem suas ações com coerência e utilizem o melhor de cada uma.
Fonte: Revista Proxxxima – M&M – Edição de Abril 2011
Sobre a ArteriaGSW/Brasil
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